Que crise? Verão de Saint-Tropez mostra que rico não tem crise

Uma amiga deste blog acaba de voltar de férias no Mediterrâneo.
Passou pelo Marbella, por Ibiza, por Saint-Tropez, pela Córsega. Pelo roteiro vocês podem ver que nada mudou, da última temporada de alto verão europeu para esta. Os points são sempre os mesmos.
E lá estão os iates de sempre.


O gigantesco Octopus, do bilionário americano Paul Allen (leia-se Orracle). O Cristina Onasssis, que foi do celebérrimo armador grego marido da Jackie ex-Kennedy e que hoje pertence a um magnata irlandês que o aluga por temporada a US$ 100 mil. O magnífico Eclipse de mais de 400 pés do russo Roman Abramovich, dono do Chelsea.

Mil e um barcos monumentais que despejam sobre a Riviera xeques árabes e escondem suas concubinas reclusas.
Ali, ninguém há de dizer que a Europa está em depressão e que os Estados Unidos não quebraram por pouco.

O verão no hemisfério norte é sagrado. O verão dos superendinheirados não comporta as intempéries aborrecidas da economia. A ideia é relaxar e gozar.
Quando terminarem as férias, aí sim, eles podem começar a fazer as contas e se preocupar com o futuro.
Ah, em tempo: o contingente de brasileiros superabonados lá naquelas paragens tem crescido muito. Eles já são parte da paisagem. Fazem muito barulho e gostam de exibir seu dinheiro novo.

Um desses brasileiros acaba de atingir uma curiosa notoriedade: foi responsável pela maior compra de bebidas numa exclusiva cave de Saint-Tropez. De uma só vez, arrematou um lote de vinhos e assinou um modesto cheque de um milhão de euros (uns R$ 2,5 milhões).
Os novos ricos brasileiros são hoje na Côte o que os russos foram até dez anos atrás: uns deslumbrados a quem os verdadeiros ricos e finos adulam, mas de quem fazem troça, às gargalhadas.

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