Promotoria denuncia cunhado de Alckmin por fraude em merenda escolar

Parece que Pindamonhangaba sofre com o descaso do Governo Local e estadual no caso das fraudes das merendas. Tudo porque um dos envolvidos é cunhado do Governador Geraldo Alckmin.

A novela da empresa Verdurama está longe de ter um final. A enrolação a cada dia aumenta. Desta vez foi o Ministério Público que entrou em cena.
Conheça a novela.

Caso Verdurama: ex-diretor presta depoimento ao Ministério Público

Empresas são investigadas por superfaturamento na merenda escolar de Pindamonhangaba
Mais um capítulo na novela da Verdurama, que fornecia merendas para a rede pública de Pindamonhangaba. Agora, a promotoria ouviu o ex-diretor de uma das empresas acusadas de fazer parte do cartel e ele fez graves acusações contra o atual secretário de governo de Pinda.

Mais um capítulo de Verdurama

Para a promotoria de São Paulo, Djalma da Silva Santos é uma peça-chave no esquema Verdurama, mas nessa terça-feira (22), ele foi ao Fórum de Pindamonhangaba como testemunha e acusou o secretário de governo de Pinda, Arthur Ferreira dos Santos, de ter ligação com a SP Alimentação, que seria parceira do grupo investigado.

Djalma não quis gravar entrevista, mas o advogado dele falou sobre o depoimento. "O Arthur tinha um contrato de prestação de serviços ou de assessoria assinado com a SP. A SP e a Verdurama têm o mesmo proprietário", informou o advogado Onivaldo de Freitas Junior.

Em entrevista ao Vanguarda TV, Arthur negou a acusação. "Eu nunca tive ligação nenhuma com Verdurama ou outra empresa dele. A minha relação era com o Djalma. Ele me contratou em 2007. Eu não estava na prefeitura. Eu fui para prefeitura em meados de 2008", alegou Arthur.

Em 2007, Arthur foi administrador de uma rádio que havia sido arrendada por Djalma, mas o Ministério Público teve acesso a documentos do grupo investigado no caso Verdurama. Neles constam os dados de uma conta bancária em nome do secretário, além do recibo de uma ajuda de custo de R$ 20 mil. Os mesmos valores aparecem em planilhas mensais.

Até agora as investigações reúnem cerca de 10 mil páginas. São documentos e notas fiscais que podem ajudar a esclarecer o caso. Tudo guardado na promotoria de Pindamonhangaba que, por enquanto não pode gravar entrevista, porque o caso corre em segredo de justiça.

A Verdurama forneceu merenda para a rede pública de Pindamonhangaba de 2006 a 2010. Segundo o Ministério Público, ela faz parte de um cartel, gerenciado pela SP Alimentação e empresas do mesmo grupo teriam participado da licitação.

As empresas SP Alimentação e Verdurama negam a prática de cartel. E informaram, inclusive, que são concorrentes. A SP Alimentação não quis informar se o secretário de governo de Pinda, Arthur Ferreira dos Santos, prestou serviços à empresa.

Veja a matéria em vídeo: http://www.vnews.com.br/video.php?id=9379

Promotoria
O Ministério Público entrou anteontem na Justiça com ação civil pública contra os envolvidos no suposto esquema de fraude na merenda escolar em Pindamonhangaba (140 km da capital), cidade natal do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Foram denunciadas 19 pessoas, incluindo o prefeito João Antônio Salgado Ribeiro (PPS) e o cunhado de Alckmin, Paulo César Ribeiro. 

Na investigação, Paulo César era apontado como responsável por direcionar a contratação da empresa Verdurama, que fornecia merenda. A Verdurama, suspeita de ser pivô do esquema, também foi denunciada na ação.
Paulo César é irmão da primeira-dama Lu Alckmin. O envolvimento dele no caso foi revelado pela Folha, em dezembro do ano passado.
A Verdurama ganhou, em 2006, uma concorrência de R$ 6,8 milhões para fornecimento de merenda. O caso era investigado desde 2007 pelo Ministério Público. 

Constam ainda na ação Lucas Ribeiro, sobrinho de Lu Alckmin, Marcelo dos Santos, ex-diretor de licitações, e Silvio Serrano, ex-secretário de Finanças.
Outras duas investigações envolvendo a Prefeitura de Pindamonhangaba estão em andamento no Ministério Público. Uma delas, criminal, também é sobre o caso da merenda escolar.
Há ainda uma investigação que apura suposta fraude na contratação da Sisp, empresa de informática que tem contrato de R$ 774 mil com a prefeitura.
Paulo César também aparece nesse segundo inquérito como suspeito de tráfico de influência para favorecer a empresa. Em depoimento prestado nesta semana ao Ministério Público, ele negou ter vínculos com a empresa. 

OUTRO LADO

A prefeitura já negou irregularidades anteriormente, afirmando que não houve queda na qualidade da merenda após o contrato da Verdurama: "A merenda é um diferencial na cidade".
O advogado de Paulo César, Gustavo Badaró, disse em outras ocasiões que seu cliente nunca intercedeu em licitações. Ele não foi localizado ontem à noite.
A empresa, que não teve nenhum representante localizado ontem, já disse anteriormente não usar intermediários na gestão de seus contratos.
Os responsáveis pela Verdurama negaram conhecer Paulo César e criticaram a ação do Ministério Público.

Um comentário:

  1. Mar de Lama: e O PSDB - tão santo - direta ou indiretamente envolvido!

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