A interação das redes sociais e movimentos populares


A idéia de redes tem sido uma metáfora cada vez mais utilizada para representar as sociedades atuais e seus mecanismos globalizados da economia, do mercado, da política, da sociedade e da cultura.
Nas ciências sociais, de uma maneira geral, o conceito de redes tem dupla aplicação. Por um lado, tem-se uma aplicação estática, que explora o desenho e as características das redes para melhor compreender a sociedade e os grupos pelos seus nós, relações e ramificações. É o olhar do pesquisador. Por outro, tem-se a aplicação dinâmica, que significa trabalhar a idéia de redes como uma estratégia de mobilização, no nível pessoal ou grupal, para gerar instrumentos e ações de intervenção social. É a organização da sociedade.
O poder das redes sociais é o poder dado aos seus “blogueiros”, colunistas ou repórteres de serem ouvidos por milhares e às vezes milhões de pessoas no mundo inteiro. E é dado a cada um destes formadores de opiniões, o título de Líder de pequenos e grandes movimentos, mesmo que fiquem no anonimato.
Para além do correio eletrônico, do entretenimento e das pesquisas, a Internet projeta-se como fórum on line capaz de revitalizar lutas e movimentos civis, na atmosfera de permutas própria da cultura de redes. Esta é outra dimensão do imaterial: favorece processos tecnocomunicacionais de participação política, que não se confundem com práticas arraigadas de exercício concentrado de poderes. A abundância de variedades na Internet contraria a imaginação dos homens políticos que se habituaram a um universo regido apenas por estatísticas, sondagens de opinião e efeitos televisivos. Eles precisarão considerar o fato de que a explosão de redes interativas multimídias requer a geração de planos específicos de comunicação para um número cada vez maior de segmentos sociais que migram para o ciberespaço com ânsia de expressão.
As vozes da sociedade civil que se somam no ambiente on line representam grupos de pessoas identificados com causas e comprometimentos comuns, não importando o porte das ONGs à que se vinculam. "Na Internet, até mesmo as pequenas entidades têm oportunidade de divulgar, a baixo custo, suas atividades ao conhecimento de segmentos mais amplos da sociedade.
Alguns podem sustentar que a tecnologia tem isolado as pessoas, levando indivíduos a permanecerem mais tempo dedicados ao computador do que à vida lá fora. Mas não é assim que pensa Jack Dorsey, cofundador do Twitter. Em sua visão, a mídia social está trazendo a humanidade de volta às pessoas. Isso porque, por meio das mensagens propagadas – em seu site, por exemplo – estimula-se a troca de opiniões e a mobilização em torno de atividades, como as de cunho libertário ou em prol de uma causa.

Um comentário:

  1. Para aqueles que quiserem um exemplo prático do que uma mobilização via rede consegue fazer, cito o caso do Cão Pinpoo, o slogan postado nas redes foi : GOL CADÊ O PINPOO?, literalmente decolou das redes para a atenção da mídia televisa. quem quiser saber mais http://muralanimal.blogspot.com/2011/03/caso-pinpoo-historia-por-tras-da.html

    ResponderExcluir